“O Malandro da Moeda Forte”
Colunista
Dizem que, no Brasil, o malandro do colarinho branco agora desfila de offshore e mensagens criptografadas.
Daniel Vorcaro, o nosso “malandro executivo”, acabou tropeçando na própria esperteza.
O playboy mafioso tinha “A Turma”, especializada em intimidar quem ousasse desafinar.
Era quase uma escola de samba do medo, com ala de vigilância, bateria de ameaças e comissão de frente armada de ironia.
E, no meio do enredo, surgiam mensagens mandando “quebrar todos os dentes” de jornalista, como se violência fosse item obrigatório no festival da ladroagem.
O malandro moderno encomenda agressão por aplicativo.
E os safadelhos invadiam os sistemas da PF, MPF, Interpol e até do FBI — entra quem quer, come quem pode.
Mendonça, recém-chegado à relatoria, olhou o samba atravessado e mandou parar o bloco do sigilo.
Prisão preventiva, tornozeleira — porque malandro bom é malandro auditado.
E assim, entre carteiras de crédito imaginárias e sequestros de mentirinha, o Safadão corporativo descobriu que a vida não é só pagode.
Porque, no Brasil, malandro espertalhão também vira notícia — e notícia demais no crime vira mandado de prisão.
E TENHO DITO,
PALAVRA DE HONRA!
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